terça-feira, março 31, 2026

Saúde íntima na praia, como prevenir candidíase e irritações por biquíni molhado, areia e cadeiras de praia, dicas práticas de especialistas

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Dicas práticas para proteger a saúde íntima na praia, reduzir o risco de candidíase e evitar irritações por biquíni molhado, contato com areia e superfícies compartilhadas

Verão, sol e praia são sinônimos de lazer, mas também trazem dúvidas sobre cuidados íntimos.

Ficar com roupa de banho molhada por horas, contato direto com areia e usar cadeiras compartilhadas despertam receios sobre infecções e desconfortos.

A seguir, especialistas explicam o que realmente preocupa e dão orientações práticas para manter a saúde íntima na praia, conforme informação divulgada pelo g1.

Biquíni molhado e risco de irritações e candidíase

O fator que mais favorece irritações e infecções fúngicas é permanecer muito tempo com a roupa de banho molhada.

Em ambiente úmido e quente, o microbioma local se altera e facilita a proliferação da Candida, que já vive na pele.

“Candidíase é causada por um fungo que já mora na nossa pele, mas que em situações específicas toma conta da região genital e causa incômodo, coceira e corrimento. A umidade do biquíni molhado é uma dessas situações”, explica Paolinne Lima Silva, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília (DF).

“O ambiente úmido e quente favorece o crescimento de fungos, especialmente Candida spp., que são encontrados tanto na areia quanto na água das praias. Além disso, a umidade prolongada pode causar desequilíbrio da flora vaginal, facilitando infecções”, complementa Ana Paula Beck, ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP).

O tratamento costuma ser feito com antifúngicos e com medidas para evitar os fatores que desencadeiam a infecção.

Areia, atrito e microlesões

A areia pode conter fungos e bactérias potencialmente patogênicas, e o contato prolongado com a região íntima pode causar irritações e alergias.

“Evite contato direto prolongado da areia com a região íntima, pois isso pode causar irritações, alergias e, em casos raros, infecções. O risco é maior em praias muito movimentadas ou após chuvas intensas, que aumentam a contaminação”, alerta a dra. Ana Paula.

Além disso, a areia aumenta o atrito da roupa íntima com a pele, gerando microfissuras que facilitam assaduras e foliculites, por isso um enxágue com água limpa já alivia o desconforto.

Cadeiras de praia, mito e precauções

O medo de “pegar fungo” só por sentar em cadeiras de praia é comum, mas especialistas consideram isso um mito na maioria dos casos.

“Pegar infecções por fungo e bactéria em cadeira é mito. A cândida não resiste no material dessas cadeiras. O que pode acontecer se você está com um biquíni molhado em uma cadeira que não esteja bem cuidada é que tenha irritações. A importância do nosso cuidado com higiene é importante. É preciso ter em mente: a canga é minha, a toalha é minha, eu tenho que tomar cuidado, sim, para que eu possa ter um verão bastante saudável”, afirma Maria dos Anjos Neves Sampaio Chaves, ginecologista do Delboni/Salomão Zoppi.

Usar uma toalha ou canga como barreira é recomendado, não tanto por risco direto de contaminação, mas para reduzir sujeira e atrito.

Quem tem infecções recorrentes e dicas práticas de prevenção

Pessoas que têm candidíase ou vaginose com frequência devem redobrar os cuidados na praia.

Leve roupas de banho extras, troque a peça molhada assim que possível e enxágue a região com água limpa para reduzir umidade e sal, isso previne a maioria dos episódios.

Converse com seu médico antes de viajar, peça orientação e, se necessário, medicação para usar em crise aguda, conforme a orientação profissional.

Medidas simples mantêm a saúde íntima na praia, como trocar a peça molhada, enxaguar com água limpa, usar canga ou toalha e evitar permanecer sentada sobre areia úmida por longos períodos.

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